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Feminismos é Igualdade

14
Dez21

Regulamento do I Concurso Literário Maria Conceição Pereira (NOVA DATA!)


umarmadeira

cartaz concurso literario 2022

I CONCURSO LITERÁRIO

MARIA CONCEIÇÃO PEREIRA

 

REGULAMENTO

 

O Concurso Literário Maria Conceição Pereira é promovido anualmente pela União de Mulheres Alternativa e Resposta, Núcleo Regional da Madeira, com o objetivo de revelar novos talentos no domínio da criação literária, promover a criatividade e a utilização da escrita na emancipação e empoderamento feminino. É, ainda, um tributo a Maria Conceição Pereira, uma das fundadoras da UMAR, falecida em 2020.

Maria Conceição Pereira nasceu em abril de 1936, na freguesia do Seixal, na Madeira. Durante a juventude teve que conciliar o trabalho com a sua enorme vontade de estudar. Conseguiu enfrentar as contrariedades e tornou-se ela própria regente escolar. Trabalhou na Câmara do Funchal e no âmbito dos organismos operários da Ação Católica envolveu-se na luta antifascista. Em 1972, decidiu ir para França onde trabalhou e estudou regressando à Madeira em 1975 com um diploma da Alliance Française. De empregada doméstica em França a professora no Funchal, a sua experiência de vida é um ensinamento. Mulher de luta, envolveu-se nas questões políticas e sociais durante o Verão Quente enquanto conquistou habilitação própria e a profissionalização. Sindicalista desde que começou a lecionar, Maria Conceição Pereira bateu-se sempre pelos direitos das mulheres. Como cofundadora, ajudou a criar, com Guida Vieira e Assunção Bacanhim o núcleo da UMAR Madeira em 1976, mantendo-se ativa durante décadas, mesmo em idade muito avançada.

Apaixonada pela escrita, utilizava as palavras para retratar muitas das lutas vividas e as suas experiências, dando destaque às histórias de mulheres que foi conhecendo ao longo da sua vida.

Para 2021-2022, a proposta é a escrita de textos, que abordem os “Direitos Humanos das Mulheres”, em prosa ou poesia, de ficção literária ou não ficção, que respeitem os princípios da associação.

Prevê-se a atribuição de 6 prémios monetários: 3 para trabalhos em prosa, e 3 para trabalhos em poesia.

 

Art.º 1

As concorrentes

Ao referido concurso poderão concorrer todas as mulheres, a partir dos 16 anos de idade, residentes na Região Autónoma da Madeira.

 

Art.º 2

Os trabalhos

Apenas serão considerados para efeito de concurso as obras que cumprirem as condições gerais a seguir indicadas:

  1. O tema é “Direitos Humanos das Mulheres”. A apresentação do tema fica ao critério e criatividade das participantes e os textos podem ser escritos em prosa ou poesia, com o género literário à escolha (ficção ou não ficção);
  2. As obras devem ter um mínimo de 3 (três) e um máximo de 10 (dez) páginas em qualquer das modalidades;
  3. As obras concorrentes devem ser inéditas.
  4. As obras têm de ser escritas em Língua Portuguesa. O Acordo Ortográfico fica ao critério da participante;
  5. Os textos devem ser em formato A4, escritos com o tipo de letra “Times New Roman”, tamanho 12, espaçamento 1,5 e páginas numeradas;
  6. As obras devem apresentar uma folha de rosto (folha em branco) contendo, apenas, o título, a modalidade (Prosa ou Poesia) e pseudónimo da participante;
  7. Cada concorrente só pode apresentar um trabalho.

 

Art.º 3

A candidatura

As obras deverão ser enviadas até ao dia 18 de abril de 2022, para o e-mail umarmadeira@gmail.com, obedecendo aos seguintes critérios:

  1. No assunto do e-mail: “Concurso Literário Maria Conceição Pereira_Título da obra”;
  2. Em anexo: documento Word ou PDF da obra (este deve ser nomeado apenas com o título da obra) e documento Word ou PDF (este deve ser nomeado com o título da obra e pseudónimo) contendo as seguintes informações:

- Pseudónimo;

- Título da obra;

- Nome completo;

- Morada;

- Data de nascimento;

- Contacto telefónico;

- E-mail.

Em alternativa, os trabalhos poderão ser entregues pessoalmente, na sede da Associação (Avenida Calouste Gulbenkian, Edifício 2000, 9º andar), devendo ser feito o agendamento através do contacto 93 0418256. Para o efeito, os trabalhos devem ser entregues da seguinte forma:

- Um envelope A4 contendo, no seu interior, 3 cópias da obra, agrafadas, e outro envelope menor e fechado, com os dados pessoais anteriormente descritos. O envelope A4 deverá ter, no seu exterior, apenas o título da obra e pseudónimo da participante.

 

Art.º 4

O júri

A apreciação das obras a concurso é efetuada por um júri constituído por elementos do secretariado e personalidades convidadas pela associação.

O júri decide por maioria e poderá não atribuir prémios se não se verificar a qualidade desejada.

Das decisões do júri não há recurso.

 

Art.º 5

Atribuição de Prémio

O critério de atribuição de prémios privilegiará, genericamente, a qualidade literária, a criatividade e a imaginação, sendo que os textos devem abordar claramente o tema do concurso.

As obras premiadas ficarão na posse da UMAR Madeira.

 

Art.º 6

Os prémios

Serão atribuídos os seguintes prémios:

  1. a) 1º Prémio Prosa: 250 euros.
  2. b) 2º Prémio Prosa: 150 euros.
  3. c) 3º Prémio Prosa: 100 euros.
  4. d) 1º Prémio Poesia: 250 euros.
  5. e) 2º Prémio Poesia: 150 euros.
  6. f) 3º Prémio Poesia: 100 euros.

 

Art.º 7

Os resultados

O anúncio dos resultados será feito em sessão pública, em data a decidir. Todas as participantes serão informadas via e-mail ou telefone.

 

Quaisquer casos omissos no presente Regulamento são resolvidos pela União de Mulheres Alternativa e Resposta, Núcleo Regional da Madeira.

06
Dez21

Um Longo Caminho


umarmadeira

ARTIGO DE CARINA DE CÁSSIA JASMINS

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A humanidade tem percorrido um enorme caminho, desde os primórdios das sociedades, na sua conceção mais rudimentar, a força física sempre teve uma grande importância para a sobrevivência da nossa espécie. O sexo masculino manteve, assim, quase sempre ao longo da história, o poder, salvo algumas exceções em sociedades onde o poder feminino era reconhecido.

A sede de poder manteve-se ao longo dos tempos, com guerras, batalhas, conflitos onde sempre dominou a luta pelo poder, a força masculina e o patriarcado. As mulheres pouco tinham a dizer e o seu valor era pouco ou mesmo nenhum, apenas serviam para a vida doméstica e para cuidar dos filhos. Não interessava a sua opinião, nem as suas ideias, viviam uma vida sem horizontes, em que os seus sonhos eram apenas fantasias, fechados nas gavetas da mente, onde sonhar com uma vida onde fossem senhoras do seu destino era impensável.

E assim permaneciam, amordaçadas e abafadas em vidas, muitas vezes, vazias de sonhos, de realização pessoal. Algumas arriscavam expressar em voz alta o que lhes ia na alma, mas quase sempre eram silenciadas. não interessava que ganhassem voz, o poder permanecia nas mãos de quem sempre o teve. Algumas mulheres mais abastadas, muitas vezes, tinham o privilégio de receber instrução e uma boa educação, mas sempre com o objetivo de entreter o marido e os convidados nos seus círculos de convívio e nunca para a sua própria realização.

Algumas dessas mulheres que conseguiam estudar e que lhes era permitido ter uma nova visão do mundo, muitas vezes manifestavam a sua insatisfação em relação à desigualdade, injustiça e indiferença a que o sexo feminino era votado.  Algumas delas, escreveram livros, revoltaram-se, falaram, mas o poder masculino não dava a mínima hipótese dessa insatisfação crescer e multiplicar-se na sociedade. Eram silenciadas, ameaçadas e, muitas vezes, morreram na defesa dos valores que achavam justos. Apenas desejavam uma sociedade igualitária, em que a voz das mulheres fosse ouvida e tida em conta, que tivessem um papel a desempenhar além do doméstico e que pudessem ser livres para sonhar e realizar os seus sonhos.

Muitas mudanças foram ocorrendo nas sociedades, mas o papel das mulheres mantinha-se quase inalterado ao longo dos tempos. Até mesmo durante o Iluminismo, com os ideais que inspiraram a revolução francesa e uma nova sociedade, as mulheres eram impedidas de manifestar as suas ideias por aqueles que supostamente traziam a mudança, como Rosseau, que via a mulher como frágil e submissa, devendo cingir-se apenas ao seu papel doméstico. As mulheres eram impedidas de integrar os grupos que se juntavam para discutir estas novas ideias, muitas delas formavam grupos apenas de mulheres para puderem falar e discutir sobre as novas ideias que surgiam. Uma das mulheres que pagou com a própria vida o facto de ter manifestado as suas ideias e desafiado o poder instituído da sociedade patriarcal foi Olympe de Gouges, que por lutar pela igualdade das mulheres, foi condenada à guilhotina.

Apenas com a Revolução Industrial e com a extrema desigualdade de condições entre homens e mulheres nos trabalhos exercidos nas fábricas, começou a surgir uma grande revolta que gerou uma força impulsionadora na luta pelos mesmos direitos. Muitas mulheres uniram-se nessa luta para que algumas mudanças pudessem ocorrer, o seu trabalho foi difícil, lutando contra um poder instituído durante séculos, foi uma luta muitas vezes inglória, mas graças à sua garra, coragem, persistência e resiliência foram conseguindo, aos poucos, pequenas mudanças e mais justiça na sociedade.

Ao longo da História, muitas mulheres deram a vida para que os direitos das mulheres existissem e fossem implementados, a elas agradecemos, nos dias de hoje, podermos ser livres de escolher o nosso caminho. Pelo menos na Europa já se pode considerar que existe uma maior igualdade, embora ainda seja necessário continuar a trabalhar para que seja fortalecida.

Infelizmente, em muitas partes do Mundo, os direitos das mulheres ainda são muito pouco respeitados e em alguns países estes quase não existem, é uma luta quase interminável, mas, embora demorada, um dia será uma realidade em muitos mais países.

Comemora-se amanhã, dia 25 de novembro, o dia para a Eliminação da Violência contra as Mulheres. Este dia lembra-nos do trabalho que ainda há a fazer na nossa região, no nosso País e no Mundo para que as mulheres possam ser respeitadas e ouvidas.

Infelizmente, ainda para muitos homens, o valor das mulheres é pouco ou nenhum, são maltratadas e, muitas vezes, mortas de maneira violenta e atroz. Que nunca seja esquecido o valor das mulheres, muitas vezes podem ter menos força física, mas têm muita força interior, aquela que vem do coração, são muitas vezes o alicerce da família, da sociedade e do mundo. Porque com a evolução da sociedade, não é a força física que vai construir um Mundo melhor, mas sim, cada vez mais, a força do Bem, da Justiça e da União entre todos e todas.

A luta não é a da supremacia das mulheres, mas sim a da Igualdade, caminhando para uma sociedade mais justa em que todas/os usufruam dos mesmos direitos, caminhando lado a lado.

Desejo que, no futuro, haja uma verdadeira união, que mulheres e homens trabalhem em conjunto por um Mundo Melhor, respeitando-se e olhando-se como iguais, dando as mãos. Nesse futuro distante que o meu coração prevê ser possível, a humanidade trabalhará como um todo, em conjunto, sem distinções, nem diferenças e cada um dará o melhor se si, colocará os seus talentos, dons e qualidades na transformação de si próprios e de todos, construindo um Mundo mais justo e mais feliz.

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