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Feminismos é Igualdade

22
Fev19

Fazer Acontecer


umarmadeira

ARTIGO DE MADALENA SACRAMENTO NUNES

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Já alguma vez experimentaram dar a vossa opinião numa reunião ou conversa e ninguém parecer ligar? Já se deram conta de que, passado pouco tempo, ouvem alguém a repetir o que vocês disseram, como se a ideia tivesse partido de si e não de vocês, sendo então essa ideia altamente aplaudida? Grrrrrr!!!!!

Já alguma vez se deram conta de que quando estão a expor um conceito ou ideia, outra pessoa vos interrompe, afirmando que explicam melhor, voltando a dissertar sobre o que vocês tinham estado a comunicar e retirando-vos o uso da palavra? Buuuffffff!!! Grrrrrrrr!!!

Já alguma vez experimentaram estar a falar e serem constantemente interrompidas ou interrompidos, sentindo que são sistematicamente ignoradas ou ignorados? Arre!!!! Buuufffff!!! Grrrrrr!!!!!

Já alguma vez saíram de uma reunião, com um sentimento de frustração monumental, sentindo que se estivessem num filme de desenhos animados as vossas orelhas deveriam estar a emitir um fumo explosivo e uns sons estridentes, tipo apito de um comboio? Humpffff!!! @#$#@$%$#!!!

Já alguma vez tiveram vontade de esbofetear alguém no fim de uma reunião ou de um grupo de conversa, mesmo que vocês se considerem pessoas do bem? 💣 💣 💣 ☠ ☠ ☠ 💣 💣 💣!!!!

Bem-vindos e bem-vindas ao mundo diário das pessoas mais tímidas, mas maioritariamente, ao mundo das mulheres. Sei como se sentem. Espero que também vocês percebam como eu me encontro muitas vezes… Se acham que isto vos acontece com alguma regularidade, não desistam de intervir e vejam algumas formas que podem ajudar a ultrapassar estas situações:

- Se forem vocês a conduzir uma reunião, não aceitem que as pessoas sejam interrompidas quando estão a usar da palavra;

- Se estão a usar da palavra e alguém decidir meter a colher, não o permitam. Continuem a falar, falem mais alto, ou interrompam e digam que poderão intervir quando vocês tiverem acabado;

- Preparem as vossas intervenções, evitando usar pausas longas. Alguém vai logo interromper, de certeza. Não lhes dêem essa oportunidade;

- Usem um tom de voz confiante, seguro e audível. Se for preciso treinem em casa, ou gravem com o telemóvel a vossa intervenção de preparação e… critiquem-se sem piedade, tentando perceber como podem melhorar a vossa exposição;

- Se tiverem pessoas na reunião que se sentem também ignoradas, ultrapassadas e forçadas a ouvir os outros, sendo-lhes retirada visibilidade, montem uma estratégia de solidariedade, como as mulheres na Casa Branca de Obama usaram – amplifiquem o que foi dito por um ou uma de vocês. Isto é: combinem antes que, quando alguma das pessoas do vosso grupo apresentar uma ideia, a outra pessoa a usar da palavra reforça o que foi dito, mencionando o nome do autor ou da autora da ideia;

- Não aceitem, de modo nenhum, ser interrompidas ou interrompidos. Façam-no com educação e algum humor, se conseguirem. Caso não consigam, deixem-se de pruridos, usem a assertividade e deem um “Chega p’ra lá!”

- Se queremos que a mudança aconteça, temos de fazer por isso. Tomem consciência da descriminação de que se sentem vítimas e pensem que deve haver outras pessoas a sentir o mesmo. Conversem, troquem ideias, mas não se fiquem pelos lamentos.

Arranjem aliadas e aliados. Façam diminuir a desigualdade e a descriminação todos os dias, em todos os pequenos e grandes momentos.

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19
Nov18

Quem tem medo do feminismo?


umarmadeira

ARTIGO DE LUÍSA PAIXÃO

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Esta pergunta já não deveria fazer sentido, em pleno século XXI, num país democrático como o nosso, mas, infelizmente, ainda se impõe fazê-la, pois falar de feminismo leva-nos, invariavelmente, a uma discussão que termina com a necessidade de desconstruir argumentos tão falaciosos como os exageros de que são acusadas as mulheres na luta pelos seus direitos, em vez de operarem uma espécie de «milagre das rosas moderno», que levasse os homens a aceitarem a igualdade sem se sentirem ameaçados.

Como podemos verificar, enfrentar séculos de supremacia masculina e contrariar a tradição de uma sociedade patriarcal e heteronormativa é difícil, principalmente quando essa luta não encontra eco nas instituições que têm o poder de a efetivar. Mas quem a faz tem a seu favor a coragem inabalável e a força do amor pela humanidade, por isso não podemos permitir que os passos dados nesta viagem, que traz em si todas as cores do arco-íris, sejam dados na sombra. Afinal, esse tem sido o destino das mulheres ao longo dos séculos e é contra essa imposição que devemos agir.

Desta forma, é muito importante o empoderamento da Mulher, não para ser superior ao Homem, mas para sermos todos mais felizes. As quotas, que começaram na política, têm de ser alargadas à cultura, às artes, ao desporto e a todas as vertentes da educação, desde a ciência e investigação até a aspetos tão práticos como a organização dos manuais escolares.

Conseguiram-se os direitos no “papel”, falta conquistar a sua aplicação nas nossas vivências, promovendo uma educação para a igualdade de género que não se fique pelas normas e pelos documentos oficiais emanados pela tutela. Há sempre um enquadramento geral que torna secundária a igualdade entre mulheres e homens, com a desculpa de que já é um facto consumado. No entanto, quando, de repente, nos deparamos com a notícia de que o número de mulheres vítimas de violência doméstica voltou a aumentar, abrimos os olhos para esta realidade, momentaneamente, até que algum escândalo menos doloroso ocupe o seu lugar.

Lamentavelmente, a sociedade prefere continuar a olhar para o lado. Afinal, que razões podem existir para que alguém tenha medo de un(s) movimento(s) que luta(m) diariamente contra todos os tipos de violência, de discriminação, de segregação e de exploração, recusando os preconceitos e estereótipos? Talvez o medo seja outro. Talvez seja medo de olhar para as “feridas” que podem encontrar na porta ao lado, na esquina mais próxima, tão próxima que não poderão olhar para o lado.

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17
Set18

Nunca desistir, mas saber passar o testemunho


umarmadeira

ARTIGO DE GUIDA VIEIRA

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Se há coisas que a sociedade precisa, urgentemente, é de uma renovação de ideias e de mais gente nova a intervir. Isto coloca-se em todas as vertentes, social, política, económica e também na área da luta pelos direitos das mulheres e pelo avanço da verdadeira igualdade de género e do feminismo, enquanto objectivo de uma verdadeira igualdade de oportunidades.

A UMAR, enquanto organização social de mulheres, tem estado a conseguir este feito. Temos gente mais velha, ainda algumas fundadoras, nas quais me incluo, que já andam nesta luta há 42 anos; temos mulheres que já entraram mais tarde e que hoje ocupam cargos importantes na nossa organização; e temos uma nova vaga de associadas que se estão a preparar e a se formar, para serem elas, no futuro, as continuadoras deste trabalho que já vem de mais de quatro décadas.

É preciso entender que as lutas do passado, de que muito me orgulho, do meu tempo e das mulheres que, em Portugal e em todo o mundo, nos antecederam, são as nossas referências que nunca devem ser esquecidas porque foi graças aos nossos e aos seus feitos que aqui chegamos. Mas precisamos de chamar mais gente nova para as nossas organizações, procurando criar condições para que, pouco a pouco, vão tendo algum protagonismo, e amanhã estejam em condições de levar a nossa luta para a frente.

Dizem algumas pessoas que, comparadas com as grandes lutas anteriores e mesmo com a produção teórica de algumas mulheres que escreveram sobre o feminismo, esta gente nova não passa de “pés de chinelo”. Mas todas nós fomos “pés de chinelo” alguma vez na vida. Porque muitas vezes partimos do zero e quantas vezes nos interrogamos o que andávamos aqui a fazer, porque as reivindicações eram tantas e as necessidades da luta, muitas vezes, nem nos deixavam tempo para aprofundarmos, e até lermos, alguns dos livros que hoje conhecemos melhor. Só muito recentemente é que os feminismos começaram a ser objecto de mais aprofundamento e, mesmo assim, muito falta conhecer e fazer a esse nível.

A UMAR e todas as organizações que trabalham e lutam para criar alternativas para a causa da verdadeira igualdade de direitos, a todos os níveis da sociedade, só terão futuro se souberem integrar as novas gerações e irem passando a experiência com muito carinho, atempadamente, sabendo criar as oportunidades para que, umas e outras, se sintam felizes e realizadas naquilo que fazem, para que o futuro seja assegurado e a luta pela nossa causa continue, porque ela tem sido longa e há muito trabalho a fazer para mudar as mentalidades que ainda pensam que as mulheres são uma espécie de propriedade privada, e é por isso que continuam a ser assassinadas, no nosso país, e no mundo inteiro, milhares de mulheres todos os anos. Só este ano, em Portugal, já foram mortas 21 mulheres.

No meu artigo anterior, prometi voltar à carga sobre o papel das mulheres para ocuparem os lugares a que têm direito sem se sentirem jarras de enfeitar. Acho que algumas já compreenderam que é aceitando os novos desafios, a todos os níveis da sociedade, que essa transformação pode acontecer. Mas é preciso acreditar que isso só é possível se existir vontade e disponibilidade pessoal para essa participação e não desistir perante os obstáculos que dia-a-dia vão surgindo.

Vencer as barreiras, que são muitas, é um grande desafio que temos pela frente. Não voltar as costas às dificuldades. Não desistir perante as adversidades, insistir nas nossas causas, mesmo que pareça que o “mundo” nos vira as costas, é, e tem sido sempre o meu lema, nesta nobre causa que é a luta para que um dia este mundo seja mais justo e mais igualitário. Já tivemos avanços mas precisamos de continuar a trabalhar de mãos dadas, em harmonia com aquilo que defendemos, nunca desistindo mas sabendo passar o testemunho às novas gerações, sabendo que cabe a elas cuidar do nosso futuro.

Tenho muito orgulho no trabalho que a UMAR em todo o País está a fazer neste sentido. Na Madeira, também estamos no bom caminho, com ainda muito trabalho pela frente, mas com a certeza que estamos a assegurar o futuro.

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24
Ago18

As Pessoas Idosas


umarmadeira

ARTIGO DE CÁSSIA GOUVEIA

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Começo por chamar pessoas idosas e não pessoas velhas, pois são duas coisas que aos meus olhos são bem diferentes. Idosa e velha podem até ter a mesma idade, mas a juventude está no interior.

Nenhuma fase da nossa vida é mais importante do que a outra, ou seja, a infância, adolescência, juventude, adulto e terceira idade, todas elas, têm o seu encanto, crescemos, aprendemos, amadurecemos, mas acima de tudo vivemos.

As pessoas idosas alimentam sempre a esperança de que nunca vão ficar velhas, porque velhas são as pessoas que perderam os seus ideais, que pararam no tempo, que vivem fechadas em si próprias, que são más e rancorosas e que não perdem a oportunidade de atacar. Quantas histórias bonitas e ricas tem uma pessoa idosa para nos contar? A pessoa idosa tem esta riqueza para nos oferecer, a experiência de vida que nos convence que vale a pena lutar no que acreditamos.

Um dia, serei pessoa idosa e quero continuar a ter uma vida ativa, com alguns projetos cheios de esperança, sei que o tempo passa rápido, mas para mim a velhice nunca há-de chegar, a juventude está no interior, independentemente do aspeto físico que eu tiver.

Faz-me imensa confusão, e que me perdoem se eu ferir sentimentos, mas devido à minha educação, encaro o abandono de uma pessoa idosa, igual ao abandono de um/a filho/a. Não me imagino, nem consigo aceitar a ideia de um dia saber que os meus pais estão mal, ou a precisar de mim, e eu ignorar. Vejo nas notícias, lares e hospitais abarrotados de pessoas idosas porque a família as deixou lá à sua sorte. Isto é inaceitável! No entanto, há uma coisa curiosa, na resolução aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas a 16/12/1991, direitos dos/as idosos/as, alínea 10 “Beneficiar da assistência e proteção da família e da comunidade.” Agora pergunto, onde está a família e a comunidade quando as pessoas idosas mais precisam de proteção?

Há uns tempos, fiz uma pesquisa para a elaboração de um projeto sobre empoderamento das mulheres idosas e deparei-me com vários artigos sobre o estatuto da pessoa idosa, e qual não foi o meu espanto quando percebi que, em Portugal, as pessoas idosas, em termos de legislação, não são tratadas como pessoas de família. Quer nas leis da família, quer nos tribunais de família, os/as idosos/as, sejam os pais, avós ou outros parentes, são completamente ignorados.

Infelizmente ao contrário de muitos outros países mais desenvolvidos, a preocupação das famílias portuguesas são as heranças e os bens. Vivemos numa sociedade materialista! Que vergonha! As pessoas idosas são vistas e consideradas como um estorvo e um incómodo e só terão valor depois de mortas.

Nem todos/as temos o privilégio de envelhecer, mas paremos para refletir, as pessoas idosas merecem respeito e carinho, não só no dia dos avós, que tiram selfies e partilham nas redes sociais, mas sim todos os dias! Um dia seremos nós.

Cresci e alguns de vós também, a ouvir dos pais para respeitar as pessoas idosas, então está na hora de agirmos e não de ouvirmos, já dizia a minha avó “hoje és filho/a e pai/mãe serás, tudo o que fizeres receberás”.

bannerCassia

 

16
Jul18

Bem-vindas/os ao blog “Feminismos é Igualdade”


umarmadeira

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Este blog, implementado pela Associação UMAR, Núcleo da Madeira, tem como objetivos principais a partilha de opiniões por parte de um coletivo em relação à temática da Igualdade, e a divulgação de notícias relativas à nossa Associação.

A Associação UMAR, na Madeira, já existe desde a fundação da UMAR em 1976. É uma Associação Feminista, que luta pela Igualdade de Género, ou seja, pela igualdade de direitos entre mulheres e homens. O percurso desta associação, na Madeira, sempre foi de grande esforço e dedicação. Durante muitos anos, as reuniões entre associadas eram feitas em sedes emprestadas de outras associações, em cafés ou em casa das próprias. Apenas em dezembro de 2014, isto é, após 38 anos de existência na região, é que, graças à Câmara Municipal do Funchal, a UMAR conseguiu ter uma Sede.

Embora com poucos recursos financeiros para implementar projetos, a UMAR Madeira desenvolveu, ao longo destes anos, diversas iniciativas na área da Igualdade que importam referir:

  • Vários cursos de formação profissional e de desenvolvimento pessoal integrados em projetos nacionais da UMAR;
  • O livro “Ecos de Memórias”, desenvolvido no âmbito do projeto Memórias e Feminismos, que congrega histórias de vida de mulheres na Madeira (mulheres de diversas classes sociais, idades e de vários concelhos da região), com o objetivo de dar a conhecer a realidade destas mulheres, a importância do seu testemunho e sua história para a sociedade;
  • O Diagnóstico Social pela Igualdade de Género no Funchal, desenvolvido em 2015, com o apoio da Câmara Municipal do Funchal, é pioneiro na Região Autónoma da Madeira. A partir de 500 questionários anónimos, recolhidos em várias freguesias do Concelho, foi possível conhecer e caraterizar a realidade da igualdade de género no Funchal. As conclusões deste estudo permitiram à Associação uma maior abertura, não só a nível de desenvolvimento de iniciativas, como também na criação de materiais relativos a esta temática;
  • O livro “As imagens falam por elas”, que retrata, à base de 300 registos fotográficos, os 40 anos de história do ativismo na Madeira;
  • O projeto “Promovendo a Igualdade na Comunidade e nas Escolas”, desenvolvido em 2017, com a parceria da SECI/CIG*, possibilitou à Associação organizar um grupo de associdadas para receberem formação interna, com o objetivo de serem elas próprias a desenvolverem iniciativas, em nome da UMAR, nas diversas áreas da igualdade de género.
  • Ao longo deste ano e do próximo ano letivo, com a parceria da SECI/CIG, o projeto “Art’themis+” será implementado em algumas escolas da Região, que tem como objetivos a Prevenção Primária da Violência de Género e a Promoção dos Direitos Humanos nas escolas.

Posto isto, com a experiência que foi sendo adquirida ao longo dos anos, tornou-se necessário alargar o debate à comunidade e promover a responsabilidade cívica de todas/os.     

O blog “Feminismos é Igualdade!” vem, então, acrescentar ainda mais vida a estas questões da igualdade de género, uma vez que permite a discussão de ideias e de opiniões em relação a diversos assuntos.

O caminho para a Igualdade de direitos entre homens e mulheres foi, é e deve ser sempre uma luta constante no nosso dia-a-dia!

 

*Secretaria de Estado para a Cidadania e Igualdade / Comissão para a Cidadania e Igualdade

 

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