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Feminismos é Igualdade

08
Jun19

Boy George e a Causa LGBTI+


umarmadeira

ARTIGO DE CARINA TEIXEIRA

boygeorge

Hoje vou falar-vos de uma pessoa que, para mim, para além de ser um excelente cantor, é sobretudo um ativista. Um ativista da Causa LGBTI+. Falo-vos de Boy George, vocalista dos Culture Club. Boy George é considerado um dos grandes ícones da música pop dos anos 80. No entanto, ao longo da sua vida sofreu muita discriminação pelo facto de ser gay, de usar roupas extravagantes, cabelo longo com tranças e maquilhagem muito marcante. "Nunca pude esconder que sou gay desde os seis anos. Fui chamado de garota, de queer, de 'coisa'. Então sempre estive consciente que o mundo é um lugar horrível. Acreditei e reproduzi isso por muitos anos, que o mundo não mudou nem um pouco.", disse em entrevista à NME no final do ano passado.

Foi impedido, em 2009, de se tornar membro do movimento Hare Krishna (movimento ligado à espiritualidade), pelo facto de ser gay. Boy George sempre se declarou simpatizante deste movimento, mas para entrar não poderia ser LGBTI+, uma vez que segundo as crenças do movimento, o sexo e o desejo não conduzem à existência espiritual e o sexo só poderá ser feito para fins de reprodução.

Contudo, apesar de toda a discriminação vivida, o vocalista dos Culture Club sempre lutou de alma e coração pelos direitos LGBTI+, transpondo para algumas das suas letras e videoclips reinvidicações de direitos e a demonstração de amor homoafetivo. Alguns exemplos: "a música "No Clause 28" (álbum Sold - lançado em 1989), é uma afronta a Margaret Thatcher, que proponha a censura ao LGBTI+, a proibição de se falar na homosexualidade e fazer publicações sobre o assunto; a música "Turn 2 Dust" (lançada em 2011), que fala acerca do movimento LGBTI+, da importância de se lutar por aquilo que se acredita, independentemente do caminho ser difícil ou não; e, mais recentemente, a música "Love and Danger", em que é abordado no videoclip o relacionamento homoafetivo entre dois homens.

Hoje em dia, depois de uma carreira a solo, voltou a lançar um álbum com os Culture Club chamado "Life", que fala acerca das suas experiências de vida, nunca deixando de mencionar nas entrevistas a importância do ativismo, dos direitos LGBTI+ e a sua evolução ao longo dos anos. As pessoas consideram-no "pop ícone do género fluido", mas para Boy “O género fluido sugere que há a possibilidade de mudança e ela neste caso não existe. Eu sou um homem gay antiquado.”

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