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Feminismos é Igualdade

04
Fev19

Dignidade para quem trabalha!


umarmadeira

ARTIGO DE ASSUNÇÃO BACANHIM

corticeira

A emancipação económica das Mulheres nem sempre foi muito bem vista. Muitas, mesmo contra ventos e marés, lutaram e conseguiram. Foi uma grande alegria o seu sonho ter-se tornado realidade. Com o seu trabalho, passam a ser independentes dos seus familiares, mas os trabalhos conseguidos eram mal pagos e com poucos direitos porque, para o capital, o seu objectivo é obter o máximo de lucro. Exploram quem tem apenas a sua força de trabalho para vender.

Foram travadas várias lutas e, aos poucos, foram conseguidos importantes direitos para quem trabalhava. Hoje é visível que, ao longo dos tempos, alguns se têm vindo a perder porque não foram cuidados e regados por quem devia fazê-lo, pois pensavam que os mesmos estavam de pedra e cal. Constata-se que há muitas Mulheres confrontadas nos seus locais de trabalho com dificuldades várias. Os seus direitos não são respeitados, fazendo com que a Igualdade de Género esteja cada vez mais longe de ser uma realidade nas suas vidas.

Quem detém o poder de forma maquiavélica vai colocando pedras na engrenagem. É justo que, para trabalho de valor igual, o salário entre Mulheres e Homens seja igual, porém há uma diferença de 15% menos para Mulheres. Fomos confrontadas com uma estatística que refere que para haver igualdade salarial ainda serão necessários duzentos e poucos anos. Tentam mentalizar as Mulheres, que são a maioria da população, que o objectivo nunca será alcançado, mas como se isso já não fosse um pesadelo, nos últimos meses, temos sido alertadas com várias notícias que estão a ter grandes repercussões na vida de muitas Mulheres trabalhadoras, com o objectivo de ainda as fragilizar mais com o assédio moral em vários locais de trabalho.

Ouvi a trabalhadora de uma empresa de comércio de bebidas e produtos alimentares dizer que tinha contrato de repositora e teve a infelicidade de cometer um erro. Na sequência do mesmo, foram-lhe dirigidas expressões pelo Chefe, tais como: vais fazer as malas e pores-te a andar; podeis fazer as malas; estás despedida, não te quero aqui; não prestas. A trabalhadora ficou muito nervosa e os colegas foram prestar-lhe assistência mas foram impedidos de o fazer. Queriam, apenas, dar-lhe um copo de água. O comportamento do superior hierárquico foi de uma violência enorme. As expressões são fortes e lesivas da sua dignidade. De repositora, mediante contrato, foi obrigada a prestar funções em armazém, passando a estar sujeita a comportamentos agressivos que lhe eram dirigidos, quer pelo chefe do armazém, quer pelo gerente, designadamente gritos, ameaças e perseguições, num ambiente hostil e intimidativo. Tudo isto causou ansiedade, perda de confiança e a maior consequência: um estado depressivo grave.

Ora, o assédio é um comportamento indesejado, baseado em factor de discriminação, praticado aquando o acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objectivo ou efeito perturbar ou constranger a pessoa, afectar a sua dignidade, ou lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador. Este gerente que impediu os colegas de darem um copo de água à colega, quando esta se encontrava nervosa, não satisfeito, ainda deu um soco na mesa, criando um ambiente intimidativo e hostil.

A lei hoje é clara, quanto ao dever do empregador, de instaurar procedimento disciplinar sempre que tiver conhecimento de alegadas situações de assédio no trabalho, mas a verdade é que continuam a acontecer casos destes em várias empresas, porque as leis não são cumpridas. Estas empresas devem ser denunciadas. Os chefes e Gerentes que têm estes comportamentos devem ser punidos e as trabalhadoras têm de exigir que os seus direitos sejam respeitados. Só assim a dignidade de quem trabalha pode ser reposta.

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