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Feminismos é Igualdade

25
Jul18

O Feminismo não tem Género


umarmadeira

ARTIGO DE GUIDA VIEIRA

feminismo-e-igualdade-de-gnero-2-638

 

O título deste artigo poderá parecer estranho a muitas pessoas que o lêem, mas passo a explicar. Na última comemoração do dia da Mulher, na Junta da “minha” Freguesia, tive o prazer de ouvir dois homens falarem dos direitos da mulher e da sua importância em todas as esferas da sociedade. Nesse dia, que era dedicado à luta da mulher pelos seus direitos, dois homens mostraram que o feminismo não tem género nem sexo, porque é a mesma coisa que falar em igualdade de oportunidades, em todos os aspectos da vida, para todas as pessoas.

Há muita gente que ainda vê a palavra feminismo, ou feminista, com alguma depreciação. Ainda pensa que somos pessoas radicais e que estamos contra tudo e contra todos. Isto é um erro, pois apenas falamos em ter direitos iguais. enquanto pessoas, independentemente do sexo, raça, género, cor, religião, sindicato, partido, clube, função profissional, etc. NEM MENOS NEM MAIS, DIREITOS IGUAIS é a nossa palavra de ordem, e esta pode ser a mesma para qualquer pessoa que esteja connosco nesta luta, independentemente do seu papel na sociedade.

Direitos iguais implica não aceitarmos como normal que as mulheres estejam em minoria em lugares de decisão: nos Governos, nos Parlamentos, nas Autarquias, nas Direcções partidárias, nos Sindicatos etc. e que ainda exista discriminação em função da escolha que cada pessoa faça da sua vida. Na vida coexistem todas as cores, como se fossemos um arco iris. Se alguma dessas cores for anulada, o arco iris desequilibra-se e nós não queremos isso, nem aceitamos que assim aconteça.

É por isso que qualquer pessoa que defenda este equilíbrio pode ser feminista. Ser feminista é fácil? Devia ser, mas não é. Muita gente, quando ouve falar de direitos iguais, de forma teórica, até está de acordo, mas quando é para passar à prática a vacilação predomina. Até dizem que concordam, mas depois usam mil e um argumentos para justificar a discriminação existente. Ou porque as pessoas não estão disponíveis, ou porque não têm capacidades, ou porque têm família ou empregador/a para enfrentar, ou isto, ou aquilo…, enfim para manterem tudo na mesma.

E muita gente, particularmente as mulheres, acomodam-se perante estes argumentos. Não participam. Não reivindicam. Aceitam fazer o papel de “jarra para enfeitar” colaborando desta maneira para a situação de discriminação existente. Sobre esta questão falarei no meu próximo artigo.

 

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