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Feminismos é Igualdade

25
Mai21

Errar é humano…?


umarmadeira

ARTIGO DE FÁBIO DINIZ

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É uma frase vulgarmente empregada, para nos livrar dos males e das atrocidades aparentemente minúsculas que cometemos.

A nossa superioridade egocêntrica nos levou a um estado atual de calamidade intensa e constante… Por alguns continua sendo negada.

As consequências das intervenções humanas têm-se mostrado difíceis de lidar e gerir. Assim então, alguns de nós insistem que, falhar faz parte da nossa aprendizagem… E sim, reaprender, reeducar e reestruturar é necessário, apenas ressalto que, nos dias atuais alguns deles já poderiam ter sido evitados.

Nos últimos anos tanto destruímos e detonámos a nossa casa planetária, abusando estupidamente dos recursos que nos são disponibilizados. Como consequência da arrogância maquiavélica manifestada retiramos espécies dos seus habitats, maltratamos os solos e, ainda assim continuamos à espera de um resultado diferente. O desmatamento é repetidamente levado em consideração, sejam nos meios urbanos, bem como nos espaços naturais e dos quais deveriam ser preservados. É de nossa inteira responsabilidade cuidar, manter, preservar, olhar, contemplar e, sim respeitar a fauna e flora.

Ainda que estejamos atravessando a atual crise pandémica, na qual vítimas mortais somam números diariamente, continuamos com a nossa compaixão e o respeito congelados.

Além dos incontáveis óbitos, observemos o grande recado que o microrganismo atual nos traz. Será que ele nos está a dizer que é hora de mudar e rever os nossos valores e princípios? Seria um momento de refletir sobre paradigmas, ética e moral? Talvez seja isso e tantas outras mensagens que todo o hemisfério cósmico nos envia a cada minuto vivido.

Olhar para os seres vivos de outra forma… Como por exemplo, os animais? As florestas, as várias espécies vegetais? Seria mesmo racional e lógico destruir árvores, poluir e exterminar os oceanos?

Provavelmente é chegada hora de revermos os nossos conhecimentos que já não se adequam.

Como diz o Dalai Lama: “A destruição da natureza resulta da ignorância, cobiça e ausência de respeito para com os seres vivos do planeta.”

Há quem prefira negar toda esta conjuntura e, no final de tudo, mesmo sem respeitar as várias formas de vida, nos desculpamos com a frase… Errar é humano.

Sim, é muito mais fácil dizer que sou humano e posso errar… Espera lá! Quem nos disse e ensinou isso?

Ah, pois, fomos nós, humanos, pois somos tão soberanos que podemos falhar sem problema, sem responsabilidade, sendo inconsequentes.

Afinal… Errar é humano…?

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18
Mai20

O Significado da Solidão


umarmadeira

ARTIGO DE CARINA JASMINS

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Resolvi escolher este tema e fazer uma reflexão. Embora a maioria das pessoas do Mundo tenha crescido com a companhia de família e amigos, a relação connosco próprios é construída especialmente nos momentos de solidão e reflexão, aprendendo a nos conhecer melhor através do silêncio. Aqui, a solidão não é examinada sob uma perspetiva negativa, mas sob uma visão positiva de que, em certas fases da vida, esses momentos servem para o nosso crescimento e aprofundamento, se realmente estivermos dispostos a aprender. E aqui mostro uma perspetiva particular, fruto das minhas próprias vivências que agora compartilho com vocês.

Antes, o tempo corria rápido, as horas disponíveis de um dia não chegavam para tudo o que havia para fazer, trabalhar, cuidar do filho, tratar das tarefas de casa, ir ao supermercado, ainda havia muitas mais, e os dias iam passando alucinantes, fazendo as tarefas a correr, muitas vezes sem colocar consciência naquilo que fazia. Às vezes, o tempo que sobrava para parar era gasto a pensar naquilo que ainda tinha para fazer, depois era dormir para que chegasse mais um dia e voltar à mesma velocidade.

Tive muitos momentos destes na minha vida, mas também tive muitos que mesmo sem querer, fui obrigada a parar, tanto por questões de saúde como situações de desemprego que se prolongaram, sempre tinha muita dificuldade em parar, em ficar comigo, fugia, não me sentia bem a sós comigo. Mas nesses momentos, especialmente em alguns em que me vi impossibilitada de poder andar, devido a um problema nas ancas com que nasci, sentia-me como uma âncora presa ao fundo do mar. Nesses momentos duros, fui mesmo obrigada a estar comigo e a lidar com todas as emoções e dores que tentava a todo o custo evitar. As dores físicas, durante muito tempo, eram tantas que mal conseguia pensar, apenas o que podia fazer era sentir.

Agora, ao olhar para esta experiência, vejo que o que precisava era de olhar para as minhas emoções e simplesmente sentir, tirando o foco dos pensamentos e da parte mental que ao longo dos anos tinha-se sobreposto. Quando não queremos que algo nos continue a magoar, muitas vezes, o caminho é virarmo-nos para a Mente e desligarmos o coração. Isso acontece para podermos, simplesmente, sobreviver porque as emoções são avassaladoras, mas esse não é o caminho que nos faz feliz, temos que voltar a religar.

E por quê falo nisto? Porque nessas alturas parei e o mundo continuou na sua corrida contínua e louca, e eu de facto sentia-me parada, como se estivesse a perder tempo e, muitas vezes, sentia-me inútil, mas no fundo estava a fazer uma grande aprendizagem sem perceber, só agora entendo o significado de tantos momentos forçados de paragem.

Quando surgiu esta situação, primeiro de epidemia e depois de pandemia, no início, sou sincera, pensei que seria mais uma situação como a gripe A e não lhe dei a devida importância. Com o tempo, percebi que não se tratava de mais um aviso, mas desta vez seria mesmo a sério.

Quando fomos chamadas/os a ficar em casa, em confinamento, pensei que se me sentisse aflita, simplesmente pegava no carro e ia dar uma volta para desanuviar. No entanto, para meu espanto, essa vontade não surgiu. Eu, desta vez, tinha parado, mas o Mundo tinha parado comigo, era como se tudo abrandasse, até o dia parecia ter mais horas, até o respirar com o tempo tornou-se mais lento e consciente, a serenidade era surreal, os carros já não passavam a correr na estrada, ouvia-se nitidamente o som dos pássaros. Nem na minha imaginação mais exacerbada poderia pensar viver um momento assim.

No momento inicial foi esta a sensação, mas com o passar do tempo começaram a aflorar emoções e sentimentos, lembrando que ainda havia limpezas interiores a fazer, tinha que voltar para dentro, abrir velhos baús, onde surgiam emoções guardadas, padrões que se repetiam e tudo o que podia fazer era olhá-los com coragem para que os pudesse resolver dentro de mim.

Neste momento de confinamento, estranhamente surgiu a vontade de cuidar das plantas que eram da minha querida avó, e digo estranhamente porque, embora ame a Natureza, nunca fui muito dada a cuidar de plantas, nunca achei que tivesse muito jeito. Minha avó dizia com alguma tristeza “Quando me for embora, as minhas plantas vão morrer todas” e eu dizia-lhe “A avó ainda vai viver muitos anos para cuidar das suas flores”. A minha vontade era que a minha avó estivesse sempre ao meu lado, mas sabia que um dia iria perdê-la.

Arranjei os vasos e a terra e, aos poucos, fui mudando vasos que estavam partidos, o meu filho ia ajudando, brincando com a terra, mas passado algum tempo cansava-se e ia buscar outra coisa para fazer. Nos meus pensamentos, enquanto arranjava os vasos, pensava na minha avó e dizia-lhe em pensamento “Avó, estou a cuidar das tuas plantas, como tanto querias, espero que gostes”. E, nesses momentos, sentia-me ligada à minha querida avó, que tanto amor me deu. Nesse momento a sós, podia senti-la e sentir também o seu amor. A maior herança que deixamos no Mundo é o Amor que partilhamos, tudo o resto se desfaz com o tempo.

Foi neste momento de confinamento que pude ter esta experiência e outras mais, muitas vezes nesta solidão, a relação connosco próprios cresce e fortalece-se. Esta paragem faz com que nos possamos ligar ao que realmente interessa. Aprendemos a dar valor às coisas simples, um abraço, um pequeno gesto, o saborear de um café e de um pão quente, coisas que eram garantidas e nos passavam despercebidas antes do confinamento.

Infelizmente, foram após grandes catástrofes que caíram sobre a Humanidade, que foram realizadas as mais profundas reflexões e mudanças. Um exemplo é a criação da ONU após a 2ª Guerra Mundial. Nestes momentos são necessárias reflexões para a mudança, queda de velhos paradigmas com os quais o mundo ainda é governado, maneiras de viver e de pensar que já não funcionam, sem consciência. Acredito que tudo isto sucumbirá perante os novos tempos que se avizinham.

Talvez seja uma sonhadora, mas acredito com todo o meu coração, que o Mundo se tornará um lugar melhor, mais consciente, um lugar de diversidade, onde se respeita e se honra a individualidade de cada um/a. Poderá levar muito tempo, mas acredito que esse mundo já esteve mais longe de chegar.

Esta foi parte da minha experiência que partilho agora convosco. Outros terão outras experiências e outras maneiras de ver e pensar sobre este momento que atravessamos. E está tudo bem e tudo certo, cada um tem a sua experiência, somos aproximadamente 7,5 mil milhões de habitantes neste planeta, cada um/a com a sua própria visão única deste mundo, somos todos/as diferentes, mas, ao mesmo tempo, iguais na nossa matriz.

É por isso que o mundo é maravilhoso e rico na sua diversidade porque cada ser humano é único e tem algo também único para trazer ao mundo. Trazemos essa unicidade para o exterior cada vez que nos aprofundamos e nos conhecemos melhor.  Na viagem maravilhosa ao nosso interior, percorremos caminhos de solidão onde toda a experiência que vivemos no exterior é refletida e incorporada.

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06
Abr20

Vai ficar tudo bem?...


umarmadeira

ARTIGO DE JOANA MARTINS

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Foi-me dada a responsabilidade de ser a primeira pessoa a escrever para o blogue da UMAR Madeira, após um interregno. Não poderia fugir ao tema da pandemia do COVID-19, que atinge toda a humanidade neste momento.

Não me considero uma otimista militante, nem uma pessimista dramática. Ando ali pelo meio… Considero que esta pandemia é uma oportunidade de ouro para a humanidade repensar a sua forma de vida, a sua relação com a Terra e para haver um recomeço geral, que implique a queda de muitos sistemas que já andam a falir há muito, muito tempo. Mas, será que é isso que vai acontecer? Infelizmente, e por mais que deseje que assim seja, duvido.

Neste preciso momento, existem pessoas a sofrer e a morrer, vítimas do vírus. Mas, também, existem muitas mais a sofrer com o isolamento social. Sejam aquelas pessoas idosas que vivem sós, pessoas portadoras de diversas patologias crónicas, pessoas com doenças graves, aquelas famílias que estão a sentir na pele uma bruta redução nos seus rendimentos – ou mesmo, o peso amargo do desemprego –, ou pessoas inseridas em famílias desestruturadas, onde a violência doméstica é uma presença assídua que também ceifa vidas, especialmente de mulheres. Não poderia deixar de falar daquelas pessoas que estão na linha da frente, expondo-se ao perigo: profissionais de saúde, bombeiros/as, funcionários/as de lojas de bens essenciais, os/as que transportam os bens e entregam ao domicílio, etc., etc.. Profissionais estes/as que só são valorizados/as em crises graves como esta. E ainda assim…

As pessoas querem culpados/as. Desejam apontar o dedo a quem foi o/a responsável por tudo isto. Nas redes sociais, assisto a verbalizações de quem exerce, orgulhosamente, xenofobia para apontar o dedo a todo um país, a quem exalta o seu ego e diz que o seu estilo de vida é o melhor e quem tem culpa disto tudo são “os outros”. Etc., etc.. Na verdade, ninguém quer perceber que tudo o que está a acontecer é da responsabilidade de todos os seres humanos. Que invadem todo o planeta. Que esgotam os seus recursos a um ritmo alucinante, como se os mesmos fossem infinitos. Que poluem ar, terra e água, incessantemente. Que estão a ser os responsáveis pela sexta extinção em massa. Que criam um sistema alicerçado num crescimento económico ilusório, no enriquecimento de alguns através do consumismo feroz e imparável de muitos/as, que amplia as desigualdades, que impede que todos/as os/as humanos/as tenham os mesmos direitos, em todo o planeta. Que fazem tudo isto para manter um estilo de vida que não é sustentável, nunca foi.

Enquanto nos queixamos de “estar presos/as em casa”, “aborrecidos/as sem nada para fazer”, e não nos falta nada, pensemos naquelas pessoas que nem sequer têm acesso a água potável. Ou as que não têm capacidade financeira para aceder a um sistema de saúde. Ou a quem lhes falta comida, mesmo sem pandemias. Ou mesmo, um teto para habitar. E grande parte destas pessoas são mulheres e crianças. Acham que as consequências são iguais para todos/as? Por favor, deixemo-nos de queixinhas e reclamações por tudo e por nada. Deixemo-nos de vaidades. Aproveitemos o tempo para, por exemplo, partilhar as tarefas domésticas e estar mais presentes na parentalidade – agora não há desculpas. As escolhas são individuais, é verdade. Mas as consequências, essas, são coletivas. Mais do que nunca, durante esta pandemia.

Na verdade, muitas pessoas têm escolhido olhar e viver para fora, preenchendo a sua vida com coisas, e ocupando com eventos, isto e aquilo, fugindo a sete pés de olhar para dentro de si. Só que, pelo meio, esqueceram-se de… ser. E agora, que o vírus está a obrigar-nos a todos/as a parar e a olhar para dentro… é como se a Natureza estivesse a por o dedo na ferida. Talvez, uma piada de mau gosto, para algumas pessoas. Eu vejo mais como uma oportunidade para a introspeção, para nos conhecermos melhor, a nós próprios/as. Sem mais fugas e artifícios.

Pensando no futuro, vejo muita gente ansiosa para voltar ao “normal” depois de tudo isto passar. Então, vamos fazer tudo igual? Intensificar a atividade industrial (e poluição) para compensar as perdas dos meses de quarentena? Retomar a exploração laboral, com salários baixos? Não aprender nada com crises anteriores e abrir os cordões à bolsa da banca e fundos internacionais, com oferta de créditos e mais créditos – que depois os/as trabalhadores/as e reformados/as vão pagar, uma vez mais, a peso de ouro – e, novamente, alicerçar a vida num sistema falido no ambiente, na sustentabilidade, na economia, nas finanças e nos direitos humanos? Vamos continuar a agarrar-nos a um sistema que, simplesmente, não funciona? Que prioriza o lucro ao sistema de saúde? Que valoriza o ego à essência?...

Ainda tenho esperança que tiremos, enquanto humanidade, lições de tudo o que se está a passar. Que as novas tecnologias estejam acessíveis a todos/as, e evoluam para desenvolvermos novas formas de trabalho, de rendimento – o que já começa a acontecer. Que se encontre uma forma de todas as pessoas terem acesso a um rendimento base, igual para todas, que lhes garanta acesso ao essencial para viver. Que se regresse um pouco às origens, no que diz respeito à agricultura e à produção local, priorizando o que é de cada região e impedindo a massificação. Que o comércio passe a ser verdadeiramente justo, e sustentável. Que se desenvolva rapidamente novos meios de transporte, independentes de combustíveis fósseis ou baterias cuja produção é altamente poluente. Que haja menos competição e mais cooperação. Um mundo com mais respeito por todas as pessoas, sejam elas como forem. Um planeta mais igualitário, onde deixe de haver discriminação das mulheres, e onde nem mais uma sofra e/ou morra vítima de violência doméstica. E poderia continuar com mais e mais ideias… No fundo, que haja, finalmente, um respeito pela Natureza, por Gaia, por todas as pessoas.

É uma utopia, dirão. Reparem como um vírus, que nem é um ser vivo, está a parar o mundo. De repente, as guerras entre povos deixaram de ser importantes. Nunca estivemos tão distantes e tão unidos/as, ao mesmo tempo. Vamos acabar por ultrapassar a pandemia. Mas estejamos cientes que crises como esta irão emergir, uma atrás da outra, se não aprendermos, se não mudarmos profundamente… Enquanto isso não acontecer, não vai ficar tudo bem, e não vamos ficar todos/as bem.

Que cada ser humano faça a sua parte, pensando num todo. Só juntos é que podemos transformar profundamente o mundo em que vivemos num lugar melhor. O único planeta habitável que conhecemos.

 

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30
Set19

O raio da catraia


umarmadeira

ARTIGO DE PAULO SOARES D'ALMEIDA

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Imagem retirada do vídeo satírico criado pelo humorista Mark Humphries, onde cria uma linha de apoio para quem odeia irracionalmente a jovem activista. A ver.

 

E, pronto, cá estamos. Apesar de ainda haver meia dúzia de negacionistas, parece do senso comum que atingimos um estado de emergência climática. Fomos aquela família abastada que nada fez para conquistar a riqueza que tinha em mãos e acabou por estourá-la. Por vezes, devido à necessidade, outras por conforto, uma ou outra por desconhecimento e, aqui e ali porque, também, quem é que não gosta de um bocadinho de megalomania, não é?!

De repente, com 955 euros na conta pedem-se atitudes imediatas e com impacto. Alguns membros do agregado já se estão a borrifar para isso e quem se chega à frente para a insurreição é a irmã mais nova de 16 anos. O tio do Brasil contesta, pois acha que a pirralha não passa de uma jovem bolchevique que quer atenção; o outro tio da América que, apesar de estar pelos cabelos com tantos dados científicos, continua c(s)éptico. O calcanhar de Aquiles da sua casmurrice – ou conveniência -  é que, enquanto se pode refutar a opinião de um filme com um rotineiro “eu achei bom, é a minha opinião”, a ciência não permite um “ eu acho que 10+10 é igual a 27, é a minha opinião”; ou então o irmão mais velho, que devido à falta de argumentos, se limita a ofender gratuitamente a rapariga pelo cabelo, timbre de voz, género ou incoerência, pois respira, logo polui – que, a meu ver, é a adaptação contemporânea do “penso, logo existo” de  Descartes.

Felizmente, do seu lado, tem todos os seus primos e a tia-avó que esteve em Woodstock e, apesar de saber que já não vai ser tão afectada quanto os seus netos, tem a consciência de perceber que aquela luta também é sua. Curiosamente - pasmem-se com esta coincidência entre o escriba e a personagem que criou - partilhamos da opinião em que, a resposta tão procurada ao fatídico dilema existencialista “qual a nossa missão na Terra?” é, no mínimo, tentar deixar este mundo um bocadinho melhor para as gerações vindouras.

Todos podemos (e devemos) contribuir diariamente de forma activa para atenuar a actual situação ambiental. A fórmula é mais que sabida, se aplicarmos a máxima dos 5 Rs (repensar, reduzir, recusar, reutilizar e só em último caso reciclar), diariamente, o planeta agradece. Claro que as verdadeiras medidas terão de partir dos nossos governantes, onde terão a missão de conseguir uma restruturação mais sustentável e em que será imperativo que, tal como em quase as grandes mudanças, quem saia mais atropelado não seja o Zé Povinho.

Resta saber se há essa vontade e capacidade de abrir mão de bens que damos como garantidos. O consumismo desenfreado passou a fazer parte do nosso quotidiano e, consequentemente, tudo passou a ser mais descartável. Seja a roupa, a alimentação ou, eventualmente, até mesmo, a/o cônjuge do/a estimado/a leitor/a.

O ódio em relação à gaiata prende-se, a meu ver, à dificuldade do adulto de levar um bom ralhete de uma criança. E, principalmente, por ela ter razão. É claro que ela tem as suas incoerências. Tampouco está a dizer algo que não fizéssemos ideia. Ela acaba por simbolizar a garra e força de vontade de querer reverter esta situação. Sem ser o Messias que nos guiará à salvação, acaba por me dar um quentinho de que ainda é possível salvar esta família – e cá está, consegui aguentar esta analogia sofrível até ao fim, pois não a descartei.

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