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Feminismos é Igualdade

26
Jul21

A simbologia das identificações preconceituosas


umarmadeira

ARTIGO DE GUIDA VIEIRA

fraldario

Há muita gente que não olha para os símbolos que identificam os sexos com um olhar crítico, ou criterioso, como se queira chamar. Até acha graça na forma como alguns deles estão construídos, e considera as nossas críticas ridículas ou “fofoquices politiqueiras”.

No entanto, eu aprendi ao longo da minha vida que nada acontece por acaso. Por detrás de uma imagem ou de um símbolo, está um significado e um objetivo.

Quando no chão dos parques de estacionamento ou nos fraldários das casas de banho as identificações para transportar ou cuidar das crianças estão todas com uma conotação feminina, isso quer dizer que ainda existe um preconceito em relação aos homens que deve ser desmistificado, até porque hoje muitos deles já mudam as fraldas e carregam os/as filhas para passear, ou mesmo ao médico e à escola. Não é correto ligar tudo o que se refere às crianças apenas às mães. Não devemos aceitar este estereótipo sem refutar a mentalidade preconceituosa e machista que está por detrás dele. Até a lei mudou de “Maternidade” para “Parentalidade”, exatamente para chamar a atenção que tudo o que se refere aos/às filhos/as tem a responsabilidade de ambos os progenitores.

Claro que sabemos que hoje existem casais do mesmo sexo também com crianças e que devem sentir na pele ainda mais preconceitos. Imagino o dilema de dois pais perante um fraldário que nem tem uma imagem masculina e que fica, muitas vezes, dentro da casa de banho das mulheres. Temos que estar atentas/os a estas questões que parecem pormenores mas que, na realidade, mexem muito com as nossas vidas e o nosso quotidiano.

Também não podemos aceitar como normal que num restaurante a casa de banho das mulheres esteja identificada com “Shopping”, e a da casa de banho dos homens esteja sinalizada com “Futebol”. Há muitas mulheres e homens que não se revêm nem se encaixam nestes rótulos. Sabemos que existem mulheres que gostam de futebol, assim como existem homens que gostam de Shopping. Este tipo de identificação trata as pessoas como “burras” e “fúteis”, quer sejam homens quer sejam mulheres.

Parece uma coisa de pormenor ou de brincadeira, o que não era pois eu própria vi, e mesmo se assim fosse não devemos admitir. Quem me chamou a atenção para este facto foi um homem. Apetecia entrar propositadamente na casa de banho onde nos identificássemos com o interesse proposto. Mas se o fizéssemos, estaríamos a diminuir a importância desta questão.

O mesmo se passa com o nosso cartão de identidade, que trata todas as pessoas no masculino. Dizem que somos radicais, mas eu quando me refiro à minha identidade faço-o sempre no feminino porque sou mulher e não admito que me tratem como homem. Já perguntei a muitos homens: e se fosse ao contrário? Se em vez de ser cartão de cidadão fosse, para toda a gente, cartão de cidadã? Claro que nenhum deles se identifica e fica a olhar, sem qualquer argumento.

E em relação ao cumprimentar no masculino? Será que os homens iriam se sentir representados quando, numa sala antes de um evento, alguém dissesse “bom dia a todas”? Parece que estou a ver o escândalo que seria, sobretudo se a cerimónia fosse pública. Nunca o fiz, mas já me apeteceu fazê-lo várias vezes. Ainda assim, acho que o mais correto é sempre cumprimentar no feminino e no masculino. Os ingleses foram pioneiros quando, desde há muito tempo, utilizam o seu famoso “Ladies and Gentleman”.

Os preconceitos estão tão enraizados nas nossas vidas que muitas vezes somos preconceituosos/as sem sequer termos consciência disso.

É necessária muita atenção e vigilância, porque é nos chamados “pequenos pormenores” que tudo começa.

bannerGuidanovo

 

07
Jul21

O amor acontece...ou é-nos imposto?


umarmadeira

ARTIGO DE MARGARIDA PACHECO

O-Amor-Acontece

No domingo passado, foi o primeiro episódio do programa “O amor acontece” onde várias pessoas querem encontrar o seu par ideal. Compreende-se logo no início do programa que todos/as têm expectativas sobre esse “par ideal” e como deve ser essa pessoa. Essas expectativas são reais ou são expectativas impostas pela sociedade? E o que é que é isso de par ideal? 

Falemos do primeiro par apresentado. Um concorrente masculino que explica desde logo as suas expectativas e todas elas se centram no aspeto físico, sendo a sua primeira preocupação o facto da sua companheira não poder ser mais alta do que ele. A concorrente feminina, também com expectativas centradas no aspeto físico, afirma que o seu par tem que ser mais alto do que ela, porque gosta de usar saltos altos. Começamos a ver os estereótipos de género presentes nas relações românticas. 

No momento da apresentação a jovem também menciona que está no programa para “desencalhar”, uma vez que tem 21 anos e não tem um namorado. Estas conceções fizeram-me pensar nas pressões existentes na sociedade para as mulheres no que toca ao casamento e a terem filhos/as. Desde cedo começa a imposição de que todas devemos ter um relacionamento com alguém, que pressiona jovens a começarem o mais rapidamente possível relacionamentos e que as mulheres são menos mulheres se não tiverem um relacionamento romântico. Todas nós já ouvimos “não tens ninguém?”, “mas não queres?”, “não tens medo de não encontrar ninguém e ficar sozinha?'', "não queres ser mãe?”.  Esta pressão que nos é imposta faz com que muitas mulheres iniciem relações românticas sem quererem, sem estarem preparadas e muitas vezes faz com que se mantenham em relações abusivas e tóxicas. 

O mesmo rapaz afirma que é controlador na sua vida, mas não nas relações. No entanto, logo compreendemos quer pelos seus comentários quer pelas suas atitudes que o controlo também faz parte das suas relações. Nos próximos episódios iremos testemunhar este jovem a controlar o vestuário da concorrente que poderá ser o seu ‘par ideal’ e a mexer no telemóvel da mesma sem autorização. Estes comportamentos já mostram aquilo que muitas pessoas mencionaram nas redes sociais como “foge Catarina, essa relação já não é saudável e ainda mal começou”.  O que mais me intriga é como é que a TVI vai lidar com esta situação. Vai legitimar estes comportamentos como tem feito em outros reality shows? Vai aproveitar esta oportunidade e falar de um problema social grave que temos em Portugal que é a violência nas relações de intimidade? Espero que seja usado este exemplo para que as pessoas que estão a assistir a este programa e que estão em relacionamentos abusivos possam refletir que são comportamentos abusivos e que ninguém deve aceitar essas atitudes nas nossas relações afetivas, nem na “Casa da Praia”, nem num reality show, nem na nossa casa, em nenhum lado, em nenhum momento. 

Continuemos com os estereótipos presentes nas relações de intimidade e falemos então no segundo casal. Achei muito importante falarem do facto de um homem não poder e não querer ter filhos. É essencial começarmos a desmistificar a ideia que todos/as temos que ser pais e mães. Também é importante mencionar que nem todas as mulheres querem ser mães e está tudo bem! Um relacionamento romântico não tem que ter a finalidade de ter filhos/as e/ou casar.

Falemos agora dos estereótipos de género presentes no terceiro casal. Quando o primeiro casal mencionou as idades em que ele é mais velho que ela, nenhum dos dois estranhou. Já neste casal quando a rapariga pergunta “mas então quantos anos tens?” e compreende que ele é mais novo que ela, notou-se logo um desconforto da parte da concorrente. Todas estas ideias de como um homem e uma mulher devem ser, fazer, estar ou comportar-se numa relação está tão enraizada na nossa sociedade que muitas vezes nem refletimos e criticamos estes comportamentos que fomos vendo ao longo deste programa e muitos outros que vão aparecer nos próximos episódios, uma vez que é um reality show e, por isso, vamos ver o que se passa no dia a dia de mulheres e homens que se querem relacionar. 

Então, afinal o que é o par ideal? É uma ideia que vamos construindo ao longo do nosso desenvolvimento e do nosso processo de autoconhecimento ou é algo que nos é imposto desde que somos crianças? A conceção de amor romântico que é transmitida para as crianças desde muito pequeninas deve ser refletida. A comunicação, o afeto, a sexualidade, o consentimento e os relacionamentos interpessoais devem ser trabalhados desde muito novos/as.

Não posso deixar de mencionar a reflexão e crítica que foi feita nas redes sociais ao longo do programa. Existe cada vez mais uma consciencialização da sociedade portuguesa no que diz respeito aos problemas sociais e isso é cada vez mais notório na crítica sobre o conteúdo deste tipo de programas. Reivindicou-se pela representatividade no programa. Será que vamos ter pessoas homossexuais a conhecerem-se e a começarem uma relação romântica em horário nobre na televisão portuguesa? 

Não posso terminar sem mencionar a importância da visibilidade das relações afetivas e sexuais na terceira idade. É necessário também este tema deixar de ser tabu. 

A televisão é um meio de comunicação presente na maior parte das casas dos/as portugueses/as e este programa é uma excelente oportunidade para refletirmos e debatermos sobre os relacionamentos românticos, mas também para debatermos sobre o que queremos, o que aceitamos e o que cada um de nós acha que é o par ideal. 

O amor pode acontecer e acontece…. mas muitas vezes a ideia de amor é-nos imposta!

bannerMargarida

 

07
Dez20

Sou mulher, e a minha cabeça não é uma máquina!


umarmadeira

ARTIGO DE VALENTINA SILVA FERREIRA

Sem Título

Apesar de os problemas mentais serem bastante elevados em ambos os géneros, vários estudos feitos nos últimos anos apontam que é a mulher quem sofre mais desse flagelo.

Às meninas, desde cedo, é impingido que o modelo de perfeição são as princesas representadas nos desenhos animados e as bonecas, nomeadamente a famosa Barbie, que apresenta um corpo de medidas surreais e inalcançáveis. Para além disso, a maioria dessas figuras reproduzem “mulheres” brancas e de cabelos lisos, com muita valorização para os contornos harmoniosos do rosto e do corpo, a pele perfeita e roupas caras. Esta imagem de esmero persegue as jovens na pré e na adolescência, e não são raras as vezes que, em conversa com meninas, muitas referem que querem seguir a carreira de modelo. Que cabeça aguenta isto?

Ao longo da vida, o desejo pela vida perfeita, pela família exemplar, pelo corpo padrão, pelo cumprimento de objetivos como se a vida fosse uma meta a alcançar – impostos pela sociedade! - pode levar, assim, ao desenvolvimento de problemas mentais, como a ansiedade, ataques de pânico, depressões, esgotamentos e, muitas vezes, a um cocktail de várias doenças psiquiátricas, outras ainda mais graves. Que cabeça aguenta isto?

A mulher, ao entrar no mercado de trabalho, enfrenta mais uma série de contrariedades: ganha, em média, menos que os homens, mesmo que tenha igual função e produtividade; é vítima de assédio sexual e moral e corre o risco de não alcançar os seus objetivos profissionais caso engravide. Que cabeça aguenta isto?

Elas são sobrecarregadas com o trabalho, com as lides domésticas, com os problemas familiares, com os problemas do mundo e com os seus próprios dilemas pessoais, numa avalanche de acumulações que vão pesando ao longo da vida. Que cabeça aguenta isto?

A maternidade não é o mar de rosas que a sociedade insiste em promover. A gravidez é, normalmente, apreciada como um período de bem-estar emocional para a mulher. Porém, para muitas delas, a gravidez e a maternidade são momentos de maior vulnerabilidade a distúrbios psiquiátricos, como a depressão pós-parto. Que cabeça aguenta isto?

E para as que não querem engravidar aparecem os dedos apontados, as insinuações, as insistências e as acusações. Que cabeça aguenta isto?

A mulher idosa enfrenta questões relacionadas ao preconceito, à marginalização e à subalternidade. Não bastando o ato de envelhecer ser, para quase todos/as, um processo de autorreconhecimento, aceitação e algum sofrimento, envelhecer, para a mulher, acresce o cunho histórico do patriarcado que afeta, fortemente, esta fase da vida. A acentuação das diferenças em papéis de género origina, assim, estereótipos de masculinidade e feminilidade, assentes em diversos pressupostos: a própria personalidade – condicionada pela sociedade -; os papéis desempenhados pela mulher no trabalho e no lar, a identidade sexual, fortemente influenciada pelo dogma masculino; as histórias de vida que figuram um momento sócio histórico; as vis representações do corpo e as pressões da publicidade no que diz respeito à estética do envelhecer e à busca da juventude. O corpo feminino, na sua juventude, é encarado como local sagrado da conceção. A menopausa encerra esse ciclo e, ao mesmo tempo, parece marcar um fim: é como se apontássemos o dedo à mulher e lhe disséssemos que a sua própria sexualidade deverá ser aposentada a partir desse momento, mas, ao mesmo tempo,  à mulher é imposta uma obrigação de salvamento do corpo jovem e belo, para que esta não sofra uma rejeição social. Que cabeça aguenta isto?

O machismo latente na sociedade é consequência para a prevalência de doenças psiquiátricas nas mulheres (e pelo abafamento, diga-se, desses mesmos problemas no sexo masculino, porque o homem ainda está colado à imagem de força e independência, sendo olhado como fraco e inferior caso não obedeça a esse padrão social). A doença psiquiátrica, seja ela qual for, é, admitamos, um grave problema do século XXI, destruindo a qualidade de vida de quem a sofre e dos seus pares.

Somos mulheres e a nossa cabeça não é uma máquina. Desconstruamos esse pensamento e abracemos com empatia, respeito e consideração aquelas (e aqueles!) que passam por momentos destes, independentemente do que despoletou, oferecendo a nossa ajuda e compreensão.   

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11
Mai20

Marketing e género


umarmadeira

ARTIGO DE CLÁUDIO PESTANA

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O marketing é, na sua essência, o processo que visa a compreensão do consumidor no sentido de possibilitar a criação de estratégias que possam promover o produto por via de processos de atração e retenção de possíveis clientes com vista na obtenção de lucros. Assim sendo, as estratégias de marketing, no sentido de potenciar as vendas de determinado produto, criam segmentos populacionais com vista à identificação do público-alvo e consequente exploração do seu nicho de mercado por via de determinadas estratégias que se estudem, e possam na verdade, ser consequentes levando esse mesmo nicho a consumir o seu produto.

Confesso que esta área da utilização da psicologia no sentido de potenciar possíveis vendas e/ou clientes é deveras interessante quando bem aplicada e naturalmente esta questão poderá e deverá significar o acompanhar da evolução humana bem como as tendências da sociedade. Ora, chamo a atenção do leitor para esta última questão: “evolução humana bem como as tendências da sociedade” as quais, em pleno século XXI não deveriam implicar a prossecução e veiculação do estigma de que algumas tarefas apenas dizem respeito à mulher ou ao homem. Naturalmente, do ponto de vista do marketing, a segmentação de produtos para um género ou outro faz sentido quando esses mesmíssimos produtos são elaborados a pensar em determinado género. Por exemplo, os produtos de higiene íntima feminina devem ser publicitados de forma segmentada no sentido de promove-los junto ao publico alvo feminino; por sua vez, determinados produtos de barbear poderiam ser segmentados, ao nível da publicidade, para o público masculino.

Até este ponto, estas questões da segmentação publicitária parecem-me ser pacíficas. O que, quanto a mim, deixa de ser pacífico é quando se potencia um determinado produto que pode e deve ser da responsabilidade e utilização de todas as pessoas, mormente, produtos de higiene para o lar, utensílios de cozinha, produtos de higiene para a roupa, entre muitos outros. Como já tive a oportunidade de descrever anteriormente, vivemos no século XXI, o que deveria significar uma maior abertura de mentalidades no sentido de conceber a ideia de que estes produtos e utensílios não são da responsabilidade exclusiva de homens ou mulheres, porém, e apesar da significativa evolução de mentalidades, persistem ainda alguns mitos que urge desmistificar.

Ainda há relativamente pouco tempo, talvez há 10 ou 15 anos, as publicidades televisivas de produtos de limpeza de roupa contavam com blocos de segundos onde habitualmente, recordo-me, surgiam mulheres a comparar produto X com produto Y, esporadicamente poderiam surgir crianças no sentido de demonstrar que até a sujidade das roupas das crianças seria mais fácil de limpar. Não obstante o anúncio, a responsabilidade da limpeza e principal figura presente no bloco publicitário era sempre a da mulher pelo que se assume que os marketers tinham em mente que esta era uma tarefa quase que exclusiva do público feminino.

Hoje, os tempos mudaram, ou deveriam ter mudado. Recentemente os anúncios de produtos de limpeza de roupa contam com a exploração de uma técnica já demasiado explorada mas que continua a dar os seus frutos. Abandonou-se a ideia de que a mulher seria o centro do bloco publicitário, fazendo-a surgir e discutir a qualidade do produto, o que poderia transmitir a ideia de que se desenraizou o estigma de que a limpeza da roupa, e da casa no geral, seria tarefa da mulher. Infelizmente não é bem esse o seu propósito. A ideia agora é vender, como sempre, o sexo ou sensualismo, promovendo blocos publicitários com homens de aptidões físicas atraentes que promovem a marca de produto de limpeza de roupa mostrando o seu tronco nu. Não pretendo com isto discutir a ideia de vender sexo ou a imagem deste como veículo mas sim questionar o público-alvo que se pretende atingir com este tipo de bloco publicitário? Será que o marketing evoluiu o suficiente no sentido de perceber que tanto homens como mulheres utilizam o produto? Ou será que a descriminação de género também se cristalizou no marketing promovendo outros meios, porém com os mesmos fins em vista? Deixo estas questões à vossa consideração.

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