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Feminismos é Igualdade

13
Abr21

Violência nas Redes Sociais, uma realidade atual!


umarmadeira

ARTIGO DE MARGARIDA PACHECO

A_violência_nas_redes_sociais

Hoje em dia vivemos todos/as conectados/as pela internet. O mundo virtual e as redes sociais trouxeram uma nova forma de nos relacionarmos com as outras pessoas e com a realidade que nos rodeia. Estaremos todos/as mais conectado/as com a internet ou estaremos todos/as menos conectados/as com a realidade? Com a pandemia, houve um aumento do uso das redes sociais, que se tornaram uma fonte importante de conexão, de comunicação e de partilha. Ajudou-nos a sentirmo-nos conectados com o mundo, com as pessoas e também com nós mesmos/as. Com o isolamento físico e o aumento da conexão virtual das nossas relações interpessoais, será que podemos separar o mundo virtual do mundo real? 

Há cada vez mais redes sociais diversificadas que têm fatores positivos como, a rápida partilha de notícias, a criatividade e a possibilidade de falarmos sobre temas e problemáticas a nível mundial. No entanto, há também o lado negativo. A interação nas redes sociais emerge como um espaço de violência através de manifestações de ódio. Muitas vezes as pessoas fazem comentários depreciativos, humilham, ameaçam e exercem violência psicológica. Muitos desses comentários são feitos anonimamente, com recurso a perfis falsos, mas que têm um grande impacto na vida de todos nós, principalmente dos/as jovens. Essas manifestações de ódio têm sempre como base a discriminação, a opressão, a exclusão, e os estereótipos e preconceitos que continuam a ser perpetuados e legitimados na nossa sociedade. Os comentários de ódio presentes nas redes sociais que são manifestados através do racismo, da xenofobia, do sexismo, da homofobia, da transfobia e do classicismo, são uma nova forma de violência de exercermos a violência estrutural, cultural e simbólica na qual a nossa sociedade é desenvolvida.  

Tem se refletido cada vez mais sobre o impacto do mundo digital. A desvalorização de nós mesmos/as, a falta de sentimento de presença, a comparação negativa com as outras pessoas, a falta autoestima, são algumas das consequências negativas que todos/as nós sofremos devido à violência exercida nas redes sociais. 

 É importante alertar e consciencializar a sociedade sobre as várias formas de violência e o impacto que estas têm na nossa vida, seja nas relações interpessoais, na escola, no trabalho ou até mesmo, na relação com nós mesmos/as. É ainda necessário refletirmos em sociedade sobre estas consequências de modo a promovermos uma sociedade mais igualitária e inclusiva, que previna a violência dentro e fora do mundo virtual. Precisamos urgentemente de desenvolver políticas públicas e educativas para a prevenção e combate aos discursos de ódio e violência online.

A violência nas redes sociais é uma realidade atual. Por isso, precisamos de compreender que esta violência o é um espelho daquilo que se passa na nossa sociedade e que todos/as fazemos parte deste problema.

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23
Nov20

Menos violência, mais igualdade e paz


umarmadeira

ARTIGO DE JOANA MARTINS

prevenir

O Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres celebra-se todos os anos no dia 25 de novembro. Esta data existe para alertar todo o mundo para as violências que as mulheres sofrem e propor alternativas políticas, contribuindo, assim, para uma maior igualdade entre mulheres e homens.

É verdade que todos os seres humanos sofrem violência. No entanto, as mulheres são ainda as principais vítimas de violência em todo o mundo, sendo que esta não é somente física; é, também, psicológica, económica, sexual, entre outras. E afeta mulheres de todas as idades, desde bebés e crianças até à terceira idade. A violência é, também, transversal a todos os países. Embora hajam particularidades dos contextos dos países onde as mulheres estão inseridas, a violência não está confinada e atravessa países, regiões e culturas.

A violência de género contra as mulheres trata-se de um problema estrutural, relacionado ao patriarcado e originado pela falta de igualdade de género e oportunidades entre homens e mulheres, assim como pela discriminação persistente a que as mulheres estão sujeitas, desde que nascem.

O ano de 2020 está a ser marcado pela pandemia mundial causada pelo vírus SARS-CoV-2 que ditou regras de confinamento necessárias para travar o vírus, mas perigosas para algumas pessoas. O facto de as famílias permanecerem juntas dentro da mesma casa durante mais tempo, seja devido ao confinamento, ao teletrabalho ou ao desemprego, leva à agudização de situações de violência e à dificuldade acrescida de pedir ajuda. Para além das pessoas adultas, as crianças e as mulheres idosas são, também, muitas vezes, vítimas diretas e/ou indiretas, ainda pouco faladas. Considero que as verdadeiras consequências da pandemia e da crise social e económica, no que diz respeito à violência de género, virão à luz do dia mais para a frente, e carecem de estudos aprofundados – conhecer para intervir.

O combate à violência, no meu prisma, não deverá ser feito principalmente após terem ocorrido situações violentas. A violência tem, infelizmente, raízes profundas na sociedade, e precisa ser desconstruída desde as mais tenras idades. Uma maior aposta na prevenção alargada no tempo e no espaço é a chave para um futuro menos violento, acompanhada por políticas sociais que contribuam para uma sociedade mais igualitária e pacífica, em todos os sentidos.

É fundamental e deveria ser prioritária a educação para a mudança de mentalidades acerca da violência, consciencializando as pessoas, de forma abrangente, para a responsabilidade que têm nas mãos, acerca do mundo e da sociedade onde estão inseridas. Se queremos ver a mudança no mundo, temos também que ser essa mudança, que dar o exemplo.

Uma das prioridades será empoderar as mulheres, desde crianças, e criar redes, onde seja mais fácil para a mulher “descascar e sacudir” o papel de vítima e tomar nas suas mãos as rédeas da vida, sem ter que deixar para trás tudo o que construiu e conquistou, em nome da sua segurança. As políticas têm que ser mais firmes e a justiça tem que ter uma resposta mais adequada e célere.

Quando uma sociedade ainda julga mulheres de “provocarem situações” ou “se porem a jeito” para serem vítimas de abuso sexual, quando a justiça comete erros imperdoáveis, e quando ainda se aponta o dedo e se fazem graves insinuações a mulheres que conseguem chegar ao topo da carreira, então algo precisa mudar. Urgentemente. Em primeiro lugar, na mente e no espírito de cada pessoa. Sim, porque o combate à violência é, também, o de todas e todos nós, e somos os espelhos uns/umas dos/das outros/as.

A violência de género não deixa apenas marcas físicas e psicológicas. A violência de género também mata. De 1 de janeiro a 15 de novembro de 2020, em Portugal, segundo o Observatório das Mulheres Assassinadas da UMAR, foram mortas 16 mulheres em relações de intimidade (atuais, passadas ou pretendidas) e 14 mulheres assassinadas, maioritariamente, por familiares. Diga-se o que se disser, enquanto houver um femicídio, não há igualdade de género.

Aproveito para vos convidar a participar na tertúlia literária que a UMAR Madeira vai realizar amanhã, 24 de novembro, pelas 18h30, através da plataforma Zoom. O tema é “Mulheres que superaram violências”, e desafiamos os/as participantes a partilhar um livro, de qualquer género, que fale sobre uma ou mais mulheres que sofreram violência e deram a volta à sua vida. Inscreva-se através dos e-mails umar.madeira@yahoo.com e umarmadeira@gmail.com.

Tertulia24Novembro

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26
Out20

É possível existir escola sem cidadania?


umarmadeira

ARTIGO DE MARGARIDA PACHECO

ALFABETIZAÇÃO

Nas últimas semanas muito se tem falado sobre o papel da escola em relação à aprendizagem da cidadania das crianças e jovens. Enquanto técnica educativa é impensável, para mim, pensar na escola sem pensar em cidadania. A cidadania está presente no currículo, nas relações dos/as docentes com os/as alunos/as, nas relações entre pares que as crianças e jovens desenvolvem e no respeito pelos direitos e deveres que os/as mesmos/as têm no espaço escolar. Pensar que não é função da escola educar para uma cidadania ativa é tão errado como dizer que a única função da escola é a aprendizagem das disciplinas do currículo escolar. 

Todos os problemas sociais existentes estão presentes no dia-a-dia da escola, uma vez que esta não é um contexto fechado. A violência doméstica, violência no namoro e os femicídios continuam a ser, em Portugal, problemas sociais e de saúde pública graves. A família continua a ser o contexto mais violento para crianças e jovens. Portugal é, ainda, um país em que o racismo e a desigualdade de género estão presentes no âmbito pessoal e profissional. A sociedade continua a perpetuar comportamentos homofóbicos e a considerar a sexualidade como um tema tabu. A violência entre pares, o assédio sexual, a perseguição, a violência na internet são formas de violência que os/as jovens continuam a legitimar e perpetuar. Fingir que não existem problemas sociais estruturais na nossa sociedade é promover uma cultura não igualitária, opressiva e violenta. 

Falarmos da importância da cidadania no ano de 2020 em que enfrentamos uma pandemia mundial torna-se, até, irônico. Neste período de crise, em que milhares de pessoas estão a morrer e outras milhares a perderem o seu emprego, em que as classes sociais menos desfavorecidas estão a sofrer consequências mais profundas, em que para muitas pessoas o estar em casa significa permanecer no sítio mais violento, falar sobre cidadania e sustentabilidade nunca foi tão importante. Mais do que nunca, é necessário que as crianças e jovens desenvolvam um pensamento reflexivo e crítico sobre o mundo que os/as rodeia. 

A cidadania é transversal a todo o currículo escolar, mas é essencial existir um espaço e tempo para que os/as alunos/as possam refletir e questionar sobre as problemáticas sociais. O desenvolvimento de um pensamento crítico ajudará a tornarem-se cidadãos e cidadãs ativos/as conscientes para o desenvolvimento de um mundo mais sustentável e de uma sociedade menos violenta e mais igualitária.

Não existe escola sem cidadania e ainda bem! A escola pública é um dos pilares da nossa sociedade democrática. E nós o que faríamos se a escola não formasse cidadãos e cidadãs?

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07
Set20

Avanço ou retrocesso?


umarmadeira

ARTIGO DE GUIDA VIEIRA

futuro-pos-pandemia

Este ano de 2020 está a colocar desafios novos em todos os sentidos. Ou em nome da pandemia que percorre o mundo, devido a um vírus para o qual não foi encontrada a cura, se aceita retroceder nas liberdades, direitos e garantias, das e dos cidadãos ou, então, levantamos a cabeça, arregaçamos as mangas e não deixamos que isso aconteça.

Eu opto sempre pelo caminho de agir e não deixar de trabalhar naquilo em que acreditamos. Se achamos que o mundo continua desigual no que toca aos direitos das mulheres e de todas as pessoas que se sentem discriminadas ou marginalizadas por serem diferentes, quer seja na cor, orientação sexual, deficiência, etc., temos que continuar o nosso trabalho.

Não pode ser como era antes da pandemia; então, encontremos as novas formas de comunicar com a sociedade, mas vamos à luta que já se faz tarde. Não deixemos que este problema sanitário nos retire os recursos para fazermos o nosso trabalho na prevenção de todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres e todos os seres humanos. Continuemos a exigir que o tema da importância da igualdade de género não saia das agendas de quem tem o poder nas mãos, porque são eles que também têm os recursos para apoiar quem trabalha nesta área.

Neste momento, a Região não tem nenhum plano aprovado contra a violência doméstica. O anterior já caducou com o governo que antecedeu. No entanto, os casos aumentam e, agora, de forma mais sorrateira, vão surgindo notícias de espancamentos de mulheres, de entradas nas urgências sem nunca mencionar o termo violência doméstica. Noticiam: “Uma mulher foi brutalmente agredida”; “Uma mulher foi às urgências com vários ferimentos na cara e no corpo”, etc., nunca mencionando o que causou essa situação. Fica nos segredos das quatro portas, para dentro, para onde estão e voltam a estar as mulheres.

Não há pandemia que possa parar o que tem que ser feito. Tenho ouvido muitas reivindicações, mas ainda não ouvi quem fale na necessidade de não baixar a guarda sobre este grave flagelo. Os Governos, Central e Regional, têm que colocar na agenda a prevenção e a ação contra a violência, como uma prioridade muito importante da sociedade. As Associações que trabalham nesta área não podem ficar despidas de recursos, porque o seu trabalho é uma ajuda fundamental para a efetivação dos direitos humanos que, se saiba, não foram suspensos devido à pandemia.

O trabalho voluntário das Associações tem limites, em vários sentidos. Os recursos humanos estão mais limitados, sobretudo das pessoas consideradas de risco, e há trabalho que tem que ser mesmo remunerado porque toda a gente precisa de ter recursos financeiros para viver.

Todo o trabalho na defesa dos direitos humanos devia ser considerado um investimento primordial dos orçamentos governamentais e devia ser distribuído por quem faz um verdadeiro trabalho para que a sociedade se torne mais tolerante, respeitadora, em que todos os seres humanos possam ser felizes e iguais. Alguns/umas continuam a dizer que isto é uma utopia, mas eu acredito piamente nela e agarro-me a ela para continuar a lutar por um mundo melhor e mais justo.

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15
Fev19

Educação Cidadã e Prevenção da Violência de Género


umarmadeira

ARTIGO DE MARIA JOSÉ MAGALHÃES

violencia

A escola para todos teve, desde o início, uma componente de educação para a cidadania, constituindo-se como ideal democrático, de progresso e de desenvolvimento humano. Em Portugal, datam do final da Monarquia, os primeiros diplomas legais de uma educação de massas para todos, mas é na I República, com a Reforma de 1911, que se consubstancia uma legislação abrangente, prevendo, não apenas a educação de massas para o sexo masculino, mas também para o sexo feminino.

Apesar de a I República não ter concretizado as promessas que enunciou, o certo é que, em termos de educação, deu forma a uma perspetiva cidadã e democrática, através de uma visão ampla e profunda do papel da pedagogia na construção de uma sociedade assente em direitos de cidadania. Imbuída do espírito do movimento pedagógico que se chamava Educação Nova, foi uma proposta pedagógica e política avançada, de tal forma que ainda hoje tem dimensões de uma atualidade que nos surpreende.

A educação cidadã, na época designada educação cívica, era uma proposta pedagógica de formação das crianças e adolescentes no exercício da cidadania, enquanto conjunto de direitos e deveres. Faço lembrar, por exemplo, a proposta pedagógica de António Sérgio (1883-1969), sobre o auto-governo, em que ele propunha que não se ensina a ser cidadão e cidadã de forma transmissiva e ‘moralista’, mas deve ser feito através da prática da cidadania, desde a mais tenra idade, claro, adaptando às características do período de desenvolvimento das crianças e adolescentes. Na proposta de António Sérgio, assim como de outras/os pedagogas/os, a escola era uma cidade, uma comunidade de trabalho, e aí, dever-se-ia ensaiar os valores e atitudes de uma cidadania democrática, para que, quando adultos e adultas, tivessem o conhecimento e a prática de viver como cidadãos/ãs. A escola não se confundia com ‘instrução’. Era isso e muito mais. O autogoverno (self-government), segundo a proposta pedagógica sergiana, consiste na organização da escola e das atividades, com orientação docente, mas com decisão coletiva das próprias crianças, como num parlamento. Um dos fundamentos de António Sérgio é que as crianças aprendem conteúdos mas também aprender modos de ser e de fazer a partir dos exemplos das/os adultas/os e da forma como são, por estes/as, bem ou maltratados.

Estas/es pedagogos/as do início do séc. XX tinham muito claro que uma educação da e na cidadania democrática exigia uma escola democrática em que as próprias crianças e adolescentes tivessem voz ativa e capacidade de participação nas decisões. Depois deste período áureo da pedagogia, no nosso país, tivemos aquelas quase cinco décadas de fascismo que nos fez regredir em termos de pensamento pedagógico, de tal forma, que talvez ainda não tenhamos conseguido, em termos nacionais, recuperar dessa perda.

Hoje, enquanto feministas e umaristas, defendemos uma educação para a prevenção da violência de género, no contexto de uma pedagogia emancipatória, freireana e feminista. O nosso trabalho situa-se na educação de valores e atitudes como um projeto de um futuro sem violência (não apenas de género). E acreditamos que o tipo de sociedade que atravessaremos no futuro está a ser já hoje desenhada, e a sua concretização está nas mãos das pessoas que, hoje, vivem uma idade de aprendizagem, de ‘preparação’, da qual nós temos de assumir responsabilidades sobre a sua formação.

banneGi

26
Set18

A Mudança em construção


umarmadeira

ARTIGO DE CATARINA MARCELINO

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O ensino em Portugal universalizou-se após o 25 de abril, permitindo acabar com níveis de analfabetismo e iliteracia que, no contexto europeu, nos deixavam entre os países com maiores atrasos na educação. Foi um enorme esforço nacional. Em 1981 tínhamos uma taxa de analfabetismo no país de 18,6% e na Madeira atingia os 26,6%, sendo que no caso das mulheres a nível nacional era de 23% e na região atingia 28,5%.

Em 2011, quer a percentagem de pessoas analfabetas, quer a diferença entre a Região Autónoma e a média nacional baixou drasticamente. Nos últimos censos a percentagem de pessoas analfabetas no país era de 5,2% sendo que entre as mulheres a diferença era de + 1,6 p.p. e no caso da Madeira o valor global estava na casa dos 7%, sendo no feminino +1,1p.p.

A este atraso que tínhamos em relação à Europa, acresce o facto de termos sido o único país a diminuir a escolaridade obrigatória, passando, durante o Estado Novo de 4 para 3 anos a escolaridade das raparigas e a atingir em 1970 um nível do analfabetismo feminino de +11,3 p.p. do que o masculino.

No final dos anos 80 e durante os anos 90 do século XX, havia a convicção de que o problema da desigualdade salarial e da ausência de mulheres nos lugares de direção se resolveria com a universalização da educação. Contudo, 30 anos depois, as mulheres estão em maior número no ensino superior, têm melhores resultados académicos, mas no mercado de trabalho a diferença salarial entre homens e mulheres com mais qualificações é de 28%.

Esta realidade, de uma enorme injustiça social e que mina os princípios democráticos da nossa Constituição, deve-se a um modelo de divisão social do trabalho inerente à modernidade, que coloca os homens na categoria de produtores e as mulheres na categoria de reprodutoras e de cuidadoras.

Uma mudança cultural que altere significativamente este modelo, para uma perspetiva nova em que cada pessoa, independentemente do seu género, possa ser o que quiser ser, integrando uma perspetiva pós-moderna que nos lance para uma nova era de desenvolvimento e progresso, é necessária, mas difícil de operar.

Para que esta mudança aconteça e de aprofunde, é imprescindível uma fortíssima aposta na educação. Educar para a cidadania e para a igualdade, é introduzir na escola pública formação e conteúdos que permitam aos e ás jovens interiorizarem a igualdade entre mulheres e homens na sua visão da sociedade e nas suas relações pessoais e familiares, como um valor positivo, reproduzindo novos modelos nas gerações vindouras.

Para que este desígnio se concretize e a mudança estrutural ocorra, precisamos do contributo da sociedade como um todo, sendo o papel das Organizações Não Governamentais fundamental. Exemplo é o trabalho ímpar nas escolas, junto das crianças e jovens, que a UMAR realiza através do projeto ART’THEMIS+ que, no Continente e na Região Autónoma da Madeira, tem dado um contributo de grande relevo à educação para a cidadania, promovendo uma cultura de igualdade e não discriminação, combatendo a violência no namoro e a violência doméstica.

Esta mudança, que verdadeiramente contribuirá para um país em que cada homem e cada mulher terão acesso à sua realização pessoal, em que a igualdade salarial entre mulheres e homens se tornará real, em que a violência de género será residual, em que mulheres e homens terão acesso igual às carreiras e aos lugares de decisão, em que os homens também terão o direito a cuidar dos seus, só é possível com todos e todas. Não é uma utopia inalcançável, é sim uma mudança em construção.

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