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Feminismos é Igualdade

06
Out21

A chama digital


umarmadeira

ARTIGO DE FÁBIO DINIZ

Redes-sociais-4

No nosso quotidiano somos invadidos a cada minuto por uma enchente de informação, conteúdos, alertas e notificações, nos vários dispositivos presentes em nossas vidas.

As redes sociais passaram a ser um hábito vicioso, de tal forma que, tornamo-nos dependentes desses meios para divulgar e demonstrar o que em nossa rotina acontece.

Os “likes” sinalizam a aprovação dos conteúdos manifestados em nossas cronologias e perfis, mas sem os mesmos tudo fica invalidado e inexistente. Sim, vejamos bem que, as selfies tornaram-se algo tão banal que, estranho é daquelxs que não as utilizam.

Tudo isto, se bem utilizado, de forma saudável e equilibrada não nos traria qualquer problema. Em contrapartida, o sistema digital produz o efeito contrário, tornando-nos adictos e reféns.

É uma era e um tempo que vamos almoçar ou conviver com família e/ou amigxs e o bombardeamento de notificações e sons é constante. Isso causa um distanciamento entre nós, humanos e, consequentemente com toda a Natureza.

As crianças e os jovens têm já um contacto tão íntimo com os aparelhos e dispositivos eletrónicos que, assusta e impressiona toda a ancestralidade.

Lamentavelmente sofremos solidão, carência, ainda que tenhamos humanos e pessoas próximas, mesmo aquelas que estão ao nosso lado fisicamente, naquele momento.

Os telemóveis nos distanciaram, deixaram a frieza mais evidente em vários e inúmeros ambientes.

Será que necessitamos utilizar tantas horas por dia as redes sociais? E os aparelhos eletrónicos e dispositivos móveis?

Os nossos afetos, as nossas relações, sejam connosco ou com o próximo, até que ponto estão comprometidos?

Aqueles momentos de meditação reflexiva, do olhar atento e carinhoso com o companheiro, o abraço na mãe, a atenção e o cuidado com o gato… quando iremos resgatar?

A chama digital nos tem afastado de nós mesmxs, dxs nossxs entes queridxs, daquelxs que mais gostamos, sejam animais humanos ou não humanos, da Natureza e da nossa Terra. Lutamos e corremos por um “like”, por um comentário e/ou por uma aprovação meramente idealizada e irreal.

Talvez tenha chegado o momento de revermos a utilização e a importância que atribuímos aos dispositivos móveis, aos ecrãs digitais e às redes sociais.

“Nunca as pessoas tiveram tão próximas nas redes sociais e, ao mesmo tempo, tão distantes de si mesmas. Eis a era da solidão.” – Augusto Cury.

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15
Jul21

Untitled (SAULT Is)


umarmadeira

ARTIGO DE PAULO SOARES D'ALMEIDA

saultuntitleds020

Uma afirmação que ouço com alguma regularidade em entrevistas a artistas é que, apesar de não terem grande apreço a redes sociais, se vêem “obrigados” a moverem-se nelas para promoverem o seu trabalho. Aqui há tempos, numa conversa com um amigo de infância que já não vi há uns anos, ele dizia-me que me tinha perdido o rasto por não ter redes sociais, que “quem não tem Facebook não existe”. O conhecimento popular diz que “longe da vista, longe do coração”, mas os SAULT discordam.

Para quem não conhece, os SAULT são uma banda musical britânica, que faz música excelente, e basicamente é isso pois pouco mais se sabe sobre eles. Numa era em que há uma necessidade de aparecer, eles escolheram não revelar a identidade do grupo, não dar concertos ou entrevistas. A única maneira de comunicar com quem os acompanha é através da sua música.

No início do ano, fiz aqui um apanhado daquilo que eu considerava ser a nata da música e cinema lançado no inesquecível 2020 (ou “vinte vinte” se quiserem ser jovens). Um dos meus destaques caiu, naturalmente, para o seu Untitled (Black Is). O álbum, lançado após a atroz morte de George Floyd, chegou no auge do movimento #BlackLivesMatter para ser o seu hino. O álbum é uma mescla de sonoridades, vai do R&B ao jazz, do funk ao soul, do afrobeat ao rap, mas, acima de tudo, é um manifesto antirracista.

Três meses após este lançamento, surge Untitled (Rise), o segundo disco deles do ano (e quarto da sua discografia, juntando-se a 5 e 7 – valem bem a pena -, para além do já citado). Este disco, depois do grito de revolta, é uma celebração e declaração de orgulho pela história dos seus antepassados.

No fim do mês passado, chegou-nos mais um disco, o quinto do grupo em três anos, de seu nome Nine. Novamente com um conceito original, a banda disponibilizou o álbum para download gratuito no seu site. Pormenor: o disco só estará online 99 dias, segundo informaram, sendo posteriormente apagado de todas as plataformas cessado esse prazo, portanto, apressem-se que este artigo, além de estar a anos luz da obra dos SAULT, não será apagado da internet.

Para os mais nerds – um bem hajam - o jornal Chicago Reader analisou a meta-data da música que os SAULT lançaram nas plataformas de streaming e concluiu que Dean Josiah Cover, produtor mais conhecido como Inflo e a cantora britânica de voz cândida, Cleo Sol, são apontados como dois dos elementos do grupo. Há rumores que a banda que acompanha o talentoso Michael Kiwanuka são também membros dos misteriosos SAULT. Kiwanuka e Little Simz, uma das rappers mais entusiasmantes da actualidade, também colaboram publicamente com eles.

Os SAULT são progresso, orgulho, revolta e inquietação. São Marvin Gaye, Nina Simone, D´Angelo, Curtis Mayfield ou Erykah Badu. São conscientes, sem ser moralistas. São o romantismo de deixar a sua obra falar por si na época das selfies. São preciosos e prometem não ficar por aqui.

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